Liderança é uma busca continua para a perfeição
O Perfeito e Incorruptível habitando no imperfeito e corruptível - é a Graça em Ação - "Cristo em vós, a Esperança da Glória"
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
A Glória de Deus

INTRODUÇÃO
I – A GLÓRIA INTRÍNSECA DE DEUS
O que é a glória intrínseca de Deus? É aquilo que é próprio de Deus, não precisa que alguém lhe dê, portanto, é aquilo que Ele possui em si mesmo. O profeta Isaías no capítulo 6.3 revela a visão que teve dos Serafins diante do Senhor clamando uns para os outros, dizendo: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”. Deus possui a glória intrínseca independente da criação dos anjos ou dos homens, Ele não precisa de nenhuma ação angelical ou humana, pois esta é a gloria intrínseca de Deus, a glória da sua natureza. Podemos observar o exemplo do sol que brilha sua luz sem precisarmos mandar, pois brilha sua luz naturalmente, assim é a glória de Deus, não podemos oferecer muito menos diminuir, Ele é O DEUS DA GLÒRIA apresentado por Lucas em Atos 7.2; em Salmos 24.7-10 “O Senhor dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. A glória de Deus é a soma dos seus atributos. No novo testamento Jesus Cristo é a glória de Deus em carne (João 1.14), e sua glória Deus não dá outrem (Isaías 48.11), pois é particularmente e exclusivamente Dele.
II – O LUGAR DA HUMANIDADE NA GLÓRIA DE DEUS
Nada pode ser acrescentado para o engrandecimento da glória de Deus, Ele possui glória inata, mas suas criaturas podem exaltá-lo, louvá-lo e glorificá-lo. O ser humano é o agente divulgador das boas novas, é desta forma que nós encontramos nosso lugar na glória de Deus, proclamando as verdades insondáveis do Senhor. Deus nos constituiu como atalaias, embaixadores, pregadores da sua glória, no entanto, através da nossa vida devemos glorificá-lo perante os olhos do mundo. O apóstolo Paulo em suas epístolas proclama eficientemente o propósito da proclamação do evangelho. Em Filipenses 1.20,21 afirma: segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Paulo não quer aumentar a glória de Jesus, pois ele não pode, mas através de sua vida glorificar a Deus, ... agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo (ICo 6.20), ou seja, dar testemunho vivo e puro da glória de Deus para que os homens veja, desta forma não acrescentamos, mas engrandecemos a Deus neste mundo.
III - A GLÓRIA DE DEUS NA HISTÓRIA BÍBLICA
A glória de Deus é manifestada no passado através da história, no presente pela igreja e no futuro por meio das profecias bíblicas. Tudo que Deus fez, foi, é e sempre será para sua glória, enfim, observamos na criação que os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos (Sl 19.1), pois, nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele (Cl 1.16). Na criação do homem Deus manifestou sua glória formando-o a imagem e semelhança dele, preparou o jardim do Éden e colocou sua obra prima para ali habitar, todos os dias o Senhor apresentava-se a Adão e Eva, a presença de Deus revelava sua glória, portanto o casal deveria glorificá-lo através de sua comunhão com o Senhor, só podemos compartilhar da glória de Deus enquanto estivermos em unidade com Ele Gn 3. Vários outros personagens aparecem no percurso da história onde Deus através da vida deles revela sua glória, um deles foi Moisés que em Êxodo Deus revela um pouco do esplendor de sua glória: “Disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome. Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer. E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha. Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá. Êx 33.17-23. A glória de Deus é contagiante, recebemos pela misericórdia do Senhor e refletimos esta glória para o mundo. Esta glória foi revelada no Tabernáculo (Êx 40.34,35), mais tarde no Templo (IRs 8.10,11), e por fim no filho unigênito do Pai nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Jo 1.14; Ap 19.16).
A glória de Deus é manifestada no passado através da história, no presente pela igreja e no futuro por meio das profecias bíblicas. Tudo que Deus fez, foi, é e sempre será para sua glória, enfim, observamos na criação que os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos (Sl 19.1), pois, nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele (Cl 1.16). Na criação do homem Deus manifestou sua glória formando-o a imagem e semelhança dele, preparou o jardim do Éden e colocou sua obra prima para ali habitar, todos os dias o Senhor apresentava-se a Adão e Eva, a presença de Deus revelava sua glória, portanto o casal deveria glorificá-lo através de sua comunhão com o Senhor, só podemos compartilhar da glória de Deus enquanto estivermos em unidade com Ele Gn 3. Vários outros personagens aparecem no percurso da história onde Deus através da vida deles revela sua glória, um deles foi Moisés que em Êxodo Deus revela um pouco do esplendor de sua glória: “Disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome. Então, ele disse: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do Senhor; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer. E acrescentou: Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; e tu estarás sobre a penha. Quando passar a minha glória, eu te porei numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. Depois, em tirando eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá. Êx 33.17-23. A glória de Deus é contagiante, recebemos pela misericórdia do Senhor e refletimos esta glória para o mundo. Esta glória foi revelada no Tabernáculo (Êx 40.34,35), mais tarde no Templo (IRs 8.10,11), e por fim no filho unigênito do Pai nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Jo 1.14; Ap 19.16).
CONCLUSÃO
Estamos nos últimos dias aqui nesta terra, esforcemos em revelar a glória de Deus em nossa vida, fomos criados com este propósito, em pouco tempo “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória” Cl 3.4. Jesus nos chamou para sermos sal e luz, como isto é verdade absoluta, é bom que saiba que a glória de Deus será manifestada através de nós, “aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória;”Cl 1.27. A glória de Deus é revelada no céu, na terra, na redenção, na salvação, na igreja, na promessa da volta de Cristo, em toda obra criada por Ele. Amado leitor o que está em primazia entre Deus e o Homem é a sua glória. “Amém! O louvor, e a glória, e a sabedoria, e as ações de graças, e a honra, e o poder, e a força sejam ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém! Ap 7.12; Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai Fp 2.9-11”. Pense e reflita – Estou revelando a glória de Deus!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Três Expectativas Para Um Líder Cristão Em I e II Timóteo
1- A Competência na Primeira e Segunda Epístola do Apóstolo Paulo a Timóteo
O apóstolo Paulo compete a seu discípulo Timóteo várias tarefas que como líder cristão deve executar para defender a igreja. Em ITm.1:3-20, Timóteo é indagado a tomar a posição firme de cuidar do crescimento da igreja e defende-la dos falso mestres que ensinavam doutrinas falsas, totalmente diferente (Gr. heteros) da que Paulo tinha ensinado, das discussões inúteis, das especulações vãs (fábulas e genealogias)[1] e da perversão da lei. Kelly[2] em seu comentário explica a exigência de Paulo para o líder Timóteo em admoestar (Gr. paraggelein), ele era portador de autoridade e o verbo grego usado é um termo militar que significa “dar ordens rigorosas. Sheed[3] em seu comentário expõem duas interpretações para fábulas e genealogias: 1 – mitos gnósticos (emoções); 2 – mitos judaicos (lendas talmúdicas). Timóteo foi incumbido da tarefa de produzir o amor e nutri-lo através de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera, pois o declínio moral de Hirmeneu e Alexandre[4] levaram-no a naufragar na fé.
Paulo preocupa-se em advertir seu liderado Timóteo neste capitulo dois de forma apropriada de se lidar com a adoração pública, exclusive com a oração publica através da petição, intercessão e suplicas. Compete ao líder viver uma vida de oração e levar a igreja a desenvolver esta intimidade com Deus, o exercício desta intercessão é por todos os homens e autoridades, tendo como alvo vidas tranqüilas e salvação deles, pois é da vontade de Deus[5]. As mulheres deveriam aprender e não ensinar, servir e não liderar, o apostolo enfatizava que a igreja não poderia perder o credito do evangelho, por isso é importante ressaltar que o líder tem a responsabilidade de examinar a situação eclesiástica e tomar algumas diretrizes de acordo com a palavra do Senhor. Para o apostolo o desejo da mulher era para o seu marido conforme está escrito em gêneses, desta forma a preocupação paulina em exortar a Timóteo sobre sua competência na ordem eclesiástica.
O apóstolo Paulo no capitulo três explora o dever de seu liderado na escolha de uma liderança competente. É de sua competência a busca de novos lideres que fizessem a diferença no combate cristão, cujo objetivo é uma padronização ministerial. É imprescindível esta investigação social, espiritual, pois Timóteo após receber estas instruções, Paulo ordena no capitulo quatro que a igreja seja protegida contra a crescente apostasia. É de responsabilidade de Timóteo saber o que deve ressaltar e evitar, também é exigido independente da personalidade, autoridade no seu ensino[6], leitura, exortação, ensino[7], cuja essas atividades são de grande relevância. Paulo sempre exortava que os lideres tivessem uma vida exemplar para não ser envergonhado, promovendo a saúde espiritual da igreja[8] e fazendo a diferença para gloria do Senhor Jesus.
Outro desafio encontra-se no capitulo cinco onde é exposto que Timóteo teria que trabalhar com vários grupos sociais dentro da igreja e teria que desenvolver este trabalho com prudência e afeição[9]. Timóteo tinha que honrar e administrar as causas das viúvas, dos presbíteros[10], pois ele é advertido há solenemente precaver-se contra as acusações indignas contra eles, esta incumbência paulina a Timóteo tem como propósito, o benefício da igreja, julgando com coerência e aplicando a sentença adequada. Paulo conclui sua primeira carta neste capitulo seis indagando a Timóteo suas responsabilidades como líder, e encorajando o relacionamento harmonioso entre os escravos[11] e seus senhores a desenvolver um serviço de qualidade independente da situação espiritual que se encontram, eles deveriam honrá-los[12]. Timóteo é novamente exortado por Paulo para está em alerta contra os hereges gananciosos que viviam infiltrados dentro da igreja em Éfeso, tendo uma vida aparente de piedade cujo objetivo era o lucro, eram verdadeiros mercenários. O apóstolo cobrou de Timóteo trabalho árduo contra essas falácias existente em sua época e exortou o seu discípulo a manter firme a sua vocação cristã e não se apegue ao material e procure as virtudes cristãs, pois foi lhe confiado um deposito “...guarda o que te foi confiado[13]”.
Na segunda carta de Paulo a Timóteo inicia expressando o afeto que o apóstolo tinha pelo seu discípulo elogiando antes de começar relatar tudo que era necessário para sua liderança em Éfeso. Paulo prossegue animando Timóteo e começa a relembradar algumas competências destinadas ao seu filho na fé, mas também é anunciada outras como o reavivar o dom de Deus[14], em outra ocasião Paulo alertou a não negligenciar, agora pede para lembrar, “ative o fogo” [15] do tempo de sua ordenação as mão do apóstolo, pois ele já estava próximo de assumir toda responsabilidade sem a presença mesmo que distante do seu pai na fé, a não se envergonhar de Jesus, mas deveria se orgulhar do seu Salvador e de Paulo, a guardar o evangelho precioso, puro com ajuda do Espírito Santo [16], a fortificar-se na graça que quer dizer: não com suas forças naturais, mas pelo favor imerecido [17], a não se envolver com os negócios desta vida, mas agradando a seu Senhor, isto envolvendo toda força de vida no dever de realizar a obra de Deus [18], a não ter uma linguagem profana[19] igual dos hereges, a disciplinar aqueles que se opõem para que possam voltar a sobriedade, a combater os homens corruptos em tempos difíceis[20], a pregar a palavra com toda longanimidade, exortado, corrigindo a tempo oportuno ou não, suportando todas dificuldades[21], encerrando como de costume conclui sua cartas com suas saudações finais esperando encontrá-los.
2- O Caráter na Primeira e Segunda Epístola do Apóstolo Paulo a Timóteo
O apóstolo Paulo nesta batalha em viver como discípulo de Jesus, exige dos seus liderados e futuros lideres, vidas irrepreensíveis, pois os grupos que existiam em sua época tinha aparência de piedade, eram hipócritas, queriam os benefícios cristãos, ser honrado, ser respeitados e por fim destruir a igreja do Deus vivo. Paulo em sua primeira e segunda epístola a Timóteo especifica de forma detalhada como deve ser o caráter do líder servo do Senhor e salvador Jesus Cristo, o Deus de ontem, hoje e eternamente[22]. Observe abaixo as exigências de uma liderança que fez e faz a diferença:
- Ser cristão genuíno[23] – O apóstolo inicia sua carta destinada para um legítimo cristão, um filho na fé no qual tinha plena convicção que cumpriria a obra proposta seguindo o testemunho do evangelho. Paulo usa a expressão “verdadeiro filho”, no grego o substantivo é íntimo “teknon”[24], o apóstolo está expressando o seu intimo relacionamento de confiança e afeição a Timóteo. Para trabalhar na liderança eclesiástica não pode ser qualquer um, tem que ser genuíno.
- Amor em ação[25] - O intuito paulino de parar o erro tem como objetivo central e positivo, fixar o amor na igreja de Éfeso, para desfazer as contendas que os falsos mestres estavam implantando. O apóstolo é claro quando afirma que este amor em ação só pode ser real, em um coração puro e de consciência boa e fé sem hipocrisia. Estava em evidência na mente do apóstolo Paulo o ensino de seu mestre por excelência Jesus Cristo, quando este ensinava aos seus discípulos assuntos que tratava sobre o caráter cristão no sermão da montanha, onde a pureza de coração é um principio para sua liderança. Segundo “Kelly” em seu comentário afirma que “o coração é o centro e a fonte da totalidade da atividade mental e moral do homem; se ali faltar pureza, obviamente não pode irradiar o amor cristão” [26]. A consciência (Gr. suneidesis – auto-julgamento) [27] boa manifestava a reflexão que o homem tem de suas qualidades morais e de suas próprias atitudes, envolvendo com o padrão de sua fé, onde os hereges não possuíam estas qualificações.
- Irrepreensível[28] - Inicia neste capitulo três uma abordagem rígida a respeito da liderança eclesiástica, o apóstolo exige uma conduta ilibada de seus liderados que exercem liderança na igreja do Senhor. A palavra “anepilemptos” significa uma pessoa que seja impassível de ser preso, além de reprovação. A palavra não implica que o homem deve ter boa fama, mas que ele é assim reservadamente[29]. Este líder deve ter uma vida ilibada, tanto dentro do seu território, quanto fora, no passado ou no presente, pois qualquer que não estiver neste crive moral e espiritual não terá êxito como ministro cristão.
- Esposo de uma só mulher[30] - Paulo na qualificação supracitada trata da pessoa irrepreensível, agora inicia detalhes deste ser ilibado. A vida conjugal do líder deve ser exemplo, a primeira característica é estar casado e este ato conjugal seja notório para os habitantes de dentro da igreja e fora, ou seja, sua fidelidade matrimonial seja para gloria do Senhor. Segundo Hendriksen “... um bispo ou um ancião deve ser um homem de imoralidade inquestionável, .... fiel e leal à sua única e exclusiva esposa; que, sendo casado, não se põe, segundo o costume dos pagãos, em relação imoral com outra mulher”[31]. O líder é prescindível que tenha uma vida conjugal sob controle do Espírito Santo[32]. Há varias questões correlacionadas a novas núpcias, Segundo Kelly, “Nos primeiros séculos cristãos, devemos notar, o segundo casamento não era totalmente proibido, mas era considerado com nítida desaprovação” [33]. Dentro de uma teoria pessoa, compartilhada com alguns autores teólogos, o apóstolo Paulo não condena um segundo casamento após a morte de seu cônjuge[34], mesmo concordando com quem resolvesse ficar solteiro[35]. A proposta teológica é que ninguém possa tirar proveitos negativos, e que este relacionamento mutuo, seja exemplar no clive social, psicológico e espiritual.
- Temperante[36] - Trata de uma pessoa não contenciosa, ponderada, moderada, calma, prudente, firme e sadia. A liderança da qual é reivindicada é dominada pelo fervor espiritual e moral, não levada pelos excessos. Segundo alguns estudiosos[37] está relacionado com o modo de vida (gostos e hábitos).
- Sóbrios[38] - Que tem bom senso, autocontrole, uma mente racional disposta a não aceitar os engodos[39] semeados em Éfeso, sabe discernir o certo do errado e está pronto para aprender e executar a verdade.
- Modesto[40] - Trata de uma conduta digna, decente[41]. O lidere deve ser uma pessoa que tenha uma referencia moral diante de Deus[42], da família e da sociedade. De acordo com Hendriksen significa “de excelência moral interior e de uma conduta externa bem ordenada” [43].
- Hospitaleiro[44] - Este é um ensino que está estampado nas epístolas paulinas[45], era um serviço cristão de hospedar e cuidar em seu lar irmãos carentes e mensageiros da palavra do senhor que sempre estavam viajando. Kelly em seu comentário deixa claro: “sublinha que na sua capacidade oficial, tem o dever de manter sua casa franqueada tanto para os delegados que viajavam de igreja em igreja quanto para os membros comuns da congregação que estavam necessitados” [46]. É de responsabilidade dos lideres eclesiástico dá o apoio social e espiritual dos irmãos na fé.
- Apto para ensinar[47] - “Competente para ensinar e defender a palavra” [48]. É imprescindível que o líder cristão tenha sido instruído por homens fieis ao Senhor, pois como ensinar se não tiver sido instruído. O apóstolo expõe explicitamente a necessidade do líder ser conhecedor para ensinar e defender a fé cristã não perdendo tempo com os hereges que rejeitam a palavra de Deus, o apóstolo João ensina que nem deveis saudar ou receber em casa por andar com a verdadeira doutrina bíblica [49].
- Não dado ao vinho[50] - Paulo alerta que o líder não pode ter vícios, alguns podem questionar se é pecado beber vinho ou não, e indagar porque aconselhou a Timóteo a tomar como remédio[51]. O apóstolo deixa claro que uma pessoa dominada ou escravizada pelo vinho não pode exercer liderança e repreende conduta errada na igreja em Corinto [52].
- Não violento[53] - Mas uma advertência aos lideres que é estimulado a agir com brutalidade resultante da embriagues. Pode-se também ter em questão o tratamento duro que muitos tratavam os da comunidade cristã.
- Cordato[54] - Significa o tratamento longanimo, generoso, brando que o líder deve tratar com seus liderados independe da atitude cordial ou não recebida[55]. Kelly afirma “Longe de exibir o espírito de contendas, deve, conforme é subentendido, irradiar um espírito de paz e de mútua caridade na congregação” [56].
- Não avarento[57] - A busca pelo dinheiro tira a essência da vida cristã. A palavra do Senhor, nos ensinar buscar primeiro o reino celestial, e as demais coisa Ele acrescentará[58]. A preocupação indevida por dinheiro não convém na vida de um líder cristão, imagine se pedissem a sua alma o que você teria para dar [59], a reivindicação paulina é que suas metas principais não seja o dinheiro.
- Que governe bem a sua casa[60] - Tem a idéia de autoridade racional no lar, que dizer, sua família entenda e veja no líder um modelo a seguir em submissão ao Senhor Jesus. O líder que não tem a admiração, o respeito, o amor de sua família, nunca será um líder eficaz na causa do Senhor. Esta qualificação tem sido pouco observada dentro das igrejas atuais, mas Paulo exige para que muitos possam chegar a fé, pelos seus testemunhos.
- Não neófitos[61] - “Recém-convertidos”, NVI. Não é apropriado dar responsabilidade aos neófitos até que sejam estabelecidos na fé, podendo ser jovem ou idoso. O motivo da negação está em evidencia no versículo supracitado, o verbo grego “tuphousthai” significa “estar cheio, ou envolto de fumaça[62]”, que dizer que a “planta nova[63]”, poderia trazer resultados desastrosos para sua vida e para igreja por causa da sua imaturidade, presunção, orgulho e da soberba. Uma planta sem raízes profundas não pode crescer muito, pois ela não sustentara o seu peso, o neófito pode se embriagar com sua exaltação e for tentado a cair no engano do diabo.
- Bom testemunho[64] - Nesta exigência paulina, os lideres não podem ter uma conduta intrigante entre aquele que o assiste. É necessário que a liderança deve ser reconhecida até mesmo pelas pessoas do mundo (mesmo que mundo seja contra você) com quem sempre está se comunicando, como homens de caráter, que não tenha motivo nem força para levantar nenhuma condenação justa de imoralidade. Os tais que não procede no padrão reivindicado pelo Senhor não pode exercer a liderança,pois entrará em descrédito.
- Amor, fé e pureza[65] - Paulo expõe claramente que o caráter deve está transparente na vida dos lideres, sendo real a palavra do Senhor ganhará autoridade através da exposição bíblica. Timóteo deve ser este modelo na linguagem, nos costumes, no modo de tratar as pessoas, no cuidado com seu próximo, no exercício da fé com Deus, e na pureza do pensamento e ato, enquadrando-se com a lei moral de Deus. São necessários estes aspectos estarem presentes na vida da liderança, para que outros observem e sejam atraídos para Cristo como Senhor e salvador deles.
- Ser imparcial[66] - Não pode haver nem maior nem menor, o líder não pode tratar ninguém com acepção, preconceitos, em fim, Hendrinksen afirma que Timóteo deve cumprir as ordens, “isto é, sem deixar influenciar por nenhum tipo de consideração subjetiva pecaminosa, guiado somente pela norma objetiva da verdade revelada por Deus...” [67].
- Não sejam orgulhosos[68] - O líder nesta passagem não pode querer tirar proveito de pessoas que não tem condições financeiras boas, e nem depositar sua confiança, sua esperança nas suas riquezas, reconhecendo que tudo vem de Deus.
- Que pratique o bem[69] - As suas riquezas devem ser administradas para pratica do bem ao próximo, para serem ricos de boas obras e para agradar a Deus neste ato misericordioso. Paulo não queria que seus lideres fossem mercenários e de coração dobre, mas de um caráter cristão, o acumulo de riquezas terrenas, enquanto seus irmãos estão necessitados significar ser rico na terra e pobre no reino de Deus.
- Perseverante [70] - Suportar a dor da perseguição, da solidão, da incompreensão[71], pois trará uma glória futura. O reino, de Deus é tomado a força [72].
3 – A Compaixão na Primeira e Segunda Epístola do Apóstolo Paulo a Timóteo
O apóstolo se compadece da igreja de Éfeso ao qual estava sendo atacada por vários falsos mestres hereges que não tinha piedade, cujo interesse particular era material, eram verdadeiro lobos devoradores[73], Paulo exorta a Timóteo que cuide deles espiritualmente e socialmente, deixando o seu exemplo de vida, demonstrando aquilo que Jesus fez[74]. Uma abordagem simples é o grau de intimidade que o apóstolo tinha de entender a vontade de Deus, dentro das condições sociais, políticas e espirituais como: interceder pelas autoridades [75], pelo governo eclesiástico [76], pelo exercício da piedade em favor da igreja [77] e dos de fora [78], pelo cuidado com os idosos, as viúvas [79], aos lideres [80] e ao próprio Timóteo[81] na admoestação da vida regrada dentro da vontade de Deus, pois Paulo desejava que o plano de salvação fosse divulgado pelos seus discípulos. O que entendo de compaixão dentro das epístolas em estudo é, dar a vida em resgate de vidas para o reino apregoado, ou seja, desgastar-se em pró a vontade Dele o qual nos deixou o exemplo quando afirmou que da mesma forma que ele perdoou também perdoássemos os outros[82]. É seguir os passos de Jesus[83].
4 – Visão ministerial: será que eu sou este tipo de pessoa?
Ao escrever estas cartas o apóstolo Paulo tinha um propósito de fortalecer, encorajar o seu filho na fé Timóteo devido ao grande sofrimento do seu pai na fé e da perseguição que o mesmo estava sofrendo, e ao mesmo tempo instruir seu valoroso discípulo sobre a grande obra que estava proposta, e que ele deveria continuar como um bom soldado sua caminha na Rocha eterna – Jesus Cristo, e uma simples convocação a estar com ele, em suma Timóteo estava preste a assumir uma das obras mais difícil da causa o reino – Ser Líder.
Olhando para Timóteo e ao mesmo tempo olhando para mim, sinto-me envergonhado, pois procuro um líder e não encontrei integralmente, não estou desanimado, estou alegre por Deus ter promovido este encontro com Ele através de um modulo de mestrado em teologia, em um seminário teológico onde um professor responsável por este trabalho fez com que parasse e fizesse uma auto-analise sobre minhas considerações de liderança cristã. “Meus conceitos é que a Palavra de Deus é a primazia (Bíblia). Dentro das expectativas estou desejoso e convicto que preciso a cada dia melhorar. Olhando para o ministério de uma forma geral, me pergunto o que está acontecendo, estamos vivendo em qual época, a Bíblia reina, Jesus é Jesus, Deus é Deus e o Espírito Santo é o allos paracletos realmente?
Às vezes em alguns sermões gosto de realizar reflexões com os liderados, de como estamos liderando a nossa vida e a igreja. No final chegamos a conclusão que deixamos de lado a bíblia (mitos dizem que a Bíblia está em primeiro lugar de suas vontades) e colocamos as nossas vontades superiores a vontade de Deus, é onde analiso as falhas correlacionando com os ensinos de Paulo à Timóteo. Imagino se Timóteo tivesse colocado a vontade dele em primeiro lugar, o fracasso teria destruído o jovem e grande líder Timóteo. O apóstolo era zeloso com a causa de Cristo, a preocupação paulina pela igreja é incrível, o amor por Timóteo é revelado constantemente, a defesa da fé é formidável, em fim, todo líder deve estudá-la analiticamente e entender o seu propósito geral e especifico.
Portanto encerro este trabalho fazendo esta analise ministerial em minha vida crendo em um desenvolvimento progressivo do que foi ministrado em sala de aula e através das pesquisas realizadas para concluir este trabalho acadêmico em cumprimento de realização do modulo de teologia pastoral. Dou graças a Deus por este momento, esperando poder compartilhar deste grande tesouro que tenho em minhas mãos – A Bíblia Sagrada.
REFERÊNCIAS
KELLY, J.N.D. I e II Timóteo e Tito: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1999.
HENDRIKSEN, William. I Timóteo, II Timóteo e Tito. São Paulo, Cultura Cristã: 2001.
RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Chave Lingüística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova, 2003.
CARSON, D.A et al. Comentário Bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, 2009.
PINTO, Osvaldo Cardoso. Foco e desenvolvimento no Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2008.
ALMEIDA, J.F. Bíblia Sheed: Antigo e Novo Testamentos. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2000.
[1] ITm.1:3-4
[2] KELLY, J.N.D. I e II Timóteo e Tito: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova,1999.
[3] ALMEIDA, J.F. de. Bíblia Sheed: Antigo e Novo Testamento. 2.ed. São Paulo: Vida Nova, 2000.
[4] ITm.1:20
[5] ITm.2:1-4
[6] ITm.4:11
[7] ITm.4:13
[8] ITm.4:15,16
[9] ITm.5:1-2
[10] Os que estão à frente de uma igreja local como seus lideres.
[11] Gr. douloi – Sheed. P.1692
[12] ITm.6:1-2. DAVIDSON – Toda honra - quer dizer honra sob todas as formas em que seja devida. p.2233
[13] ITm.6:20-21
[14] 2Tm.1:6
[15] HENDRIKSEN, p.282
[16] 2Tm.1:14
[17] 2Tm.2:1
[18] 2Tm.2:4
[19] 2Tm.2:16,17
[20] 2Tm.3:1-9
[21] 2Tm.4:1-5
[22] Hb.13:8
[23] ITm.1:2;2Tm.2:14
[24] ver KELLY, p. 48
[25] ITm.1:5
[26] ver KELLY, p.53
[27] Rienecker e Rogers, p.456
[28] ITm.3:2; 2Tm.1:13;2:15
[29] Ver RIENECKER E ROGERS, p.461
[30] ITm.3:1,12
[31] HENDRIKSEN, p.153
[32] Ef.5:18
[33] KELLY, p.78
[34] ITm.5:14;ICo.7:8,9
[35] ICo.7:40
[36] ITm.3:2,8
[37] HENDRIKSEN, p.155
[38] ITm.3:2,11
[39] ITm.1:3-7
[40] ITm.3:2,8,11
[41] PINTO, p.435
[42] Jó.1:8
[43] HENDRIKSEN, p.156
[44] ITm.3:2
[45] Rm.12:13
[46] KELLY, p.78
[47] ITm.3:2,9;6:20
[48] PINTO, p.435
[49] 2Jo.10
[50] ITm.3:3
[51] ITm.5:23
[52] ICo.11:21
[53] ITm.3:2;2Tm.2:24
[54] ITm.3:2
[55] Tt.3:2
[56] KELLY, p.79
[57] ITm.3:2,8;6:10,17
[58] Mt.6:33
[59] Lc.12:20;16:19-31
[60] ITm.3:4,12
[61] ITm.3:6
[62] KELLY, p.80
[63] HENDRIKSEN, p.161
[64] ITm.3:7;4:13;6:14;2Tm.1:5
[65] ITm.3:12;5:22;6:11
[66] ITm.5:21
[67] HENDRIKSEN, p.232
[68] ITm.6:17
[69] ITm.6:18
[70] 2Tm.2:12
[71] 2Tm.3:12
[72] Lc.16:16
[73] ITm.1:1-11;2Tm.3:1-9
[74] ITm.1:12-17;2Tm.2:1,2
[75] ITm.2:1-7
[76] ITm.3:1-13
[77] ITm.4:6,8
[78] ITm.3:7;6:1,2
[79] ITm..5:1-16
[80] ITm.5:17-25
[81] ITm.6:11-16,20,21; 2Tm.
[82] Ef.4:32
[83] 1Pe.2:21
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